domingo, 9 de dezembro de 2012

"Nothing really matters, love is all we need"


Madonna no show de São Paulo, no dia 5. Felicidade sem fim e um sorriso no rosto até a próxima chance de assistir a um show dela novamente.

Poucas vezes na vida eu senti a mesma emoção de quando vi e ouvi Madonna cantando Like a Prayer no show da MDNA Tour em São Paulo, no último dia 5. Todo o poder de sensibilização que a música causa em sua versão de estúdio é potencializado para algo sobrenatural, inacreditável. Ainda posso sentir o arrepio, a emoção e a lágrima. Feliz foi o dia em que vi o clipe de Hung Up e a loira passou de um simples nome do pop no meu imaginário para a maior das referências nesse mundo de ídolos.

sábado, 24 de novembro de 2012

Impossible Princess

O mais criativo dos álbuns de Kylie e o meu preferido. Abaixo, dois singles (Breathe e Some Kind of Bliss) e um b-side (This Girl) dessa peça valiosa da carreira da cantora. 

Breathe



Some Kind Of Bliss



This Girl

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Lado B

Talvez eu tenha feito uma boa escolha de "artista pop". Quando não quero nada de dance music, eletropop ou synthpop, eu tenho isso aqui:


Stay This Way by Kylie Minogue on Grooveshark

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Vamos queimar Salvador


Estive no Rio de Janeiro no último final de semana e, novamente, é impossível não fazer comparações ou não pensar na cidade em que você mora quando observa outra em que você está de visita. Passei o dia pensando no aumento da passagem de ônibus em Salvador, que vai para R$ 2,80 (era R$ 2,50), e não pude deixar de lembrar que voltei da Lapa a Ipanema, no Rio, num ônibus, pagando R$ 2,75, às 2h30 da madrugada.

Eu sei que a Zona Sul daquela cidade não deve servir de parâmetro e, mesmo que fosse quem mora lá deve ter suas razões para reclamar, mas às vezes a grama do vizinho é mesmo mais bonita. Quem vive no subúrbio ou na periferia deve sofrer muito com transporte público, quem vive nos bairros de classe média baixa e média também, mas o sofrimento aqui em Salvador parece uma tortura pra todo mundo, muito pior do que a carioca.

Ainda voltando ao exemplo do ônibus de R$ 2,75 da Lapa a Ipanema, tento achar comparação igual em Salvador, pra não fazer uma comparação idiota, que deixe essa minha reclamação parecer um desses manifestos de classe média sofredora, que acha que a união de empresários e/ou meia dúzia de outdoors “de conscientização” é que vão salvar a cidade, como acontece em Salvador atualmente. Não conheço quem possa ir do Pelourinho à Barra (pra mim parece uma comparação equilibrada), depois das 00h, de ônibus. Eu, que moro na Boa Viagem, não posso sair pra voltar depois das 23h, se quiser ir e voltar de ônibus. Mesmo que esse “ônibus da madrugada” do Rio só funcione no final de semana, ainda serve como exemplo. Aqui, nem sábado ou domingo isso existe. Muito pelo contrário, muitos ônibus que tem como final de linha a Ribeira, por exemplo, próximo à Boa Viagem e Bonfim, aqui em Salvador, encerram suas viagens mais cedo no final de semana, como é o caso do Ribeira-Campo Grande (210).

"Cidade para turista" - Nem como uma cidade para turista Salvador parece servir. Não há transporte público que seja satisfatório pra quem visita a cidade ou pra quem mora nela. Que fique claro que não defendo uma “cidade bonita pra turista ver”, embora isso aconteça em alguns lugares, mas nem é o caso aqui na capital da Bahia, onde sofre “nativo” e “estrangeiro”. Quero ver quem consegue ir da Barra à Igreja do Bonfim sem reclamar desse sistema de transporte que cobra R$ 2,80 (por viagem!) e obriga a ficar em casa quem não tem carro pra sair à noite. E estou falando do meu contexto, que envolve Cidade Baixa-Cidade Alta. Imagino, pois a desgraça é sempre pior nos bairros mais afastados, que quem mora em Águas Claras ou Cajazeiras deve ser muito mais pessimista.

A grande questão é o porquê de ser tão ruim? Parece clichê essa afirmação ou questionamento, mas quem manda são os empresários mesmo? Até os ônibus parecem dar um indício disso, já que neles estão estampados os nomes das empresas, sem qualquer referência à Cidade do Salvador, que é quem deveria mandar nisso tudo. Por que não temos vans rodando pela cidade toda? Quer dizer, temos sim, clandestinamente, o que torna a prática ainda mais perigosa, mas qual a razão de não regularizarmos isso? As vans são regularizadas apenas nos bairros do Subúrbio e da área Norte da cidade – mais afastada do centro -, mas porque isso não pode ser levado pra as outras regiões?

Hoje à tarde um amigo da Faculdade de Comunicação e jornalista, Heider, perguntou sobre a falta de mobilização dos estudantes sobre o aumento da passagem. Parece que paramos. A cidade moribunda é reflexo dos cidadãos moribundos (não me excluo dessa definição). Estamos todos conformados, seja dentro do ônibus com o triplo de gente que sua capacidade comporta ou dentro dos carros, sozinhos, ao som de alguma rádio. É mais fácil sintonizar uma estação para descobrir uma rota de fuga dos engarrafamentos (hoje levei 1h20 pra percorrer os 12 km do trabalho até minha casa) do que decidir queimar Salvador.

Não quero usar o carro, mas também não quero pagar R$ 2,80 pra voltar pra casa no ônibus cheio, que é a única opção de transporte público que tenho. Reclamações sobre transporte público são batidas, mas isso influencia milhares de outras coisas na vida de quem mora na cidade. Não tem índice de qualidade de vida que atinja bons patamares num lugar onde alguém perde 5 horas ou mais, todos os dias, apenas no percurso entre a casa e o trabalho. 

Parece que é isso que falta: Salvador precisar queimar pra um dia quem sabe ressurgir das cinzas. Se isso vai acontecer ou não é difícil dizer, mas eu quero participar. Quero ver Salvador em chamas pra ressurgir numa cidade tão boa pra seus cidadãos quanto a beleza que a natureza se encarregou de dar. 

domingo, 6 de maio de 2012

That's Why They Write Love Songs


Há quatro anos essa música foi cantada pela primeira vez. Uma segunda apresentação dela só aconteceu esse ano, na Anti Tour (turnê só de b-sides e músicas raras que ela decidiu fazer pra comemorar os 25 anos de carreira). Muito sofrimento porque não existia (e ainda não existe) nenhuma versão de estúdio ou em alta qualidade de uma das músicas mais bonitas que Kylie escreveu e cantou. 


Primeira apresentação, na X Tour (2008), no show de abertura da turnê, em Paris:





A música foi incluída na parte australiana da Anti Tour (2012) e cantada nos quatro shows de Melbourne e Sydney: